O colecionador de sensações.
Existem poucas coisas que motivam mais o ser humano que aquelas que não causem qualquer sensação de assombro, poder, prazer ou vitória. Mas, às vezes, um único segundo, destituído, a princípio, de qualquer pretensão, pode te alçar a um ponto geográfico tão alto que, de tão rápido e fugaz, questiona-se sua veracidade. E não fique constrangido, caro leitor, caso esta sensação dure apenas alguns milésimos de segundos de sua vida efêmera, pois provavelmente ela acontecerá num dos seus últimos momentos de lucidez. É o último porque traz a resposta. Como num filme. E toda resposta chega, invariavelmente, no fim.
E você descobre, como num passe de mágica, que seus pais erram tanto quanto você e que, apesar da idade, eles sentem a mesma insegurança antes de tomar qualquer decisão. Que as pessoas não são más como você pensa, elas só tiveram um direcionamento de vida diferente do seu. E que você não é tão bonzinho quanto pensa, já que quando pensa só você sabe o que vai na sua cabeça. Vai sentir que quanto mais difícil o desafio, mas forte você fica no final. E é por isso que o perdedor, que teve mais dificuldade no percurso, é aquele que merece mais palmas. Vai perceber que por mais caridoso que você seja, se não enxergar o outro como uma segunda possibilidade de você mesmo, não adianta nada.
Vai descobrir que você pode amar várias pessoas durante toda sua vida, mas sempre vai existir aquela que vai te roubar um pedaço, te despersonalizar, sacudir suas estruturas, bater a poeira e desaparecer. Isso é importante e só acontece uma vez. O pior é que você vai se lembrar sempre. Vai entender o sentido da perda sempre no dia seguinte. Vai descobrir que por mais que as pessoas te amem e por mais que elas possam se magoar, você precisa viver sua própria vida. O único problema é que todos têm um prazo de validade, portanto não perca tempo. Vai perceber que nada do que você faça ou diga vai mudar a pessoa do seu lado, por isso ela está do seu lado e não dentro de você. Não nivele os outros por si mesmo.
Vai entender a importância do sono e do trabalho, pois se não fizer nem uma coisa nem outra, sua vida vai se resumir a apenas um terço. E o dia tem apenas 24 horas. Vai entender a lógica da felicidade e que ela só acontece quando você espera por uma coisa melhor, por isso não vê passar os momentos mais fascinantes da vida. Vai entender que em alguns momentos é melhor silenciar e que as pessoas mais velhas têm mais dificuldades de assumir erros, portanto é melhor respeita-las por isto já que você também vai se tornar inflexível um dia. Vai descobrir que a inteligência e a cultura vão alça-lo ao mais alto nível de relações, mas precisa descobrir o tom da intelectualidade pois o excesso de saber segrega você das coisas simples.
Vai compreender que nem sempre você precisa saber tudo; basta interpretar. E que quanto mais velho fica mais significados encontra para coisas sem resposta. E não importa o que te faz feliz; tudo vai passar. E esse sentido de fim é muito importante para que você não perca tempo recolhendo os restos daquilo que poderia ter sido e não foi. Tenha sempre em mente: algumas coisas não têm solução. Acostume-se com o acaso, ele vai te pegar de vez em quando e você vai sentir o prazer que existe em não saber o que vai acontecer em seguida. Baseie sua vida em algo maior. E ame, ame muito.
Vai descobrir que ninguém vai te entregar a felicidade embrulhada para presente. A felicidade está dentro de você, por isso é quase impossível encontra-la. Vai descobrir a importância de estar sozinho. Afinal, se o amor unisse, de fato, certamente existiriam caixões de casal. Vai avaliar a importância do risco e da tentativa e, provavelmente, se perguntar porque teve tanto medo de pular de olhos fechados. Enfim, vai encontrar sentido em todas as passagens pessoais de sua vida, desde as ridículas até as mais encantadoras, e todas terão sua boa moral. Vai compreender cada não, cada barreira, cada perda e cada pessoa que te fez chorar. E cada volta, não mais parecerá um retorno mas, muitas vezes um atalho. E todo medo se dissolverá com a facilidade das mais fáceis das equações. E tudo isso seguido de um alívio tremendo e uma sensação de missão cumprida que só vem no final, e cuja maior satisfação seria resumida numa simples frase de consolo: Por que não percebi tudo antes? E a vida se descortina em uma descoberta elementar, tão cabal e encantadora, e tão livre de prefácios e regras quanto uma brincadeira de criança. Ao sentir que a qualidade que te faz ser humano não é, nem de longe, a capacidade de pensar. Mas o poder de colecionar todas as sensações, boas ou ruins, de uma vida e, dessa forma, continuar muito tempo depois de ter partido ao projetar nos outros este mesmo sentido e significado que você, e só você, soube encontrar. Só assim terá valido a pena.
E você descobre, como num passe de mágica, que seus pais erram tanto quanto você e que, apesar da idade, eles sentem a mesma insegurança antes de tomar qualquer decisão. Que as pessoas não são más como você pensa, elas só tiveram um direcionamento de vida diferente do seu. E que você não é tão bonzinho quanto pensa, já que quando pensa só você sabe o que vai na sua cabeça. Vai sentir que quanto mais difícil o desafio, mas forte você fica no final. E é por isso que o perdedor, que teve mais dificuldade no percurso, é aquele que merece mais palmas. Vai perceber que por mais caridoso que você seja, se não enxergar o outro como uma segunda possibilidade de você mesmo, não adianta nada.
Vai descobrir que você pode amar várias pessoas durante toda sua vida, mas sempre vai existir aquela que vai te roubar um pedaço, te despersonalizar, sacudir suas estruturas, bater a poeira e desaparecer. Isso é importante e só acontece uma vez. O pior é que você vai se lembrar sempre. Vai entender o sentido da perda sempre no dia seguinte. Vai descobrir que por mais que as pessoas te amem e por mais que elas possam se magoar, você precisa viver sua própria vida. O único problema é que todos têm um prazo de validade, portanto não perca tempo. Vai perceber que nada do que você faça ou diga vai mudar a pessoa do seu lado, por isso ela está do seu lado e não dentro de você. Não nivele os outros por si mesmo.
Vai entender a importância do sono e do trabalho, pois se não fizer nem uma coisa nem outra, sua vida vai se resumir a apenas um terço. E o dia tem apenas 24 horas. Vai entender a lógica da felicidade e que ela só acontece quando você espera por uma coisa melhor, por isso não vê passar os momentos mais fascinantes da vida. Vai entender que em alguns momentos é melhor silenciar e que as pessoas mais velhas têm mais dificuldades de assumir erros, portanto é melhor respeita-las por isto já que você também vai se tornar inflexível um dia. Vai descobrir que a inteligência e a cultura vão alça-lo ao mais alto nível de relações, mas precisa descobrir o tom da intelectualidade pois o excesso de saber segrega você das coisas simples.
Vai compreender que nem sempre você precisa saber tudo; basta interpretar. E que quanto mais velho fica mais significados encontra para coisas sem resposta. E não importa o que te faz feliz; tudo vai passar. E esse sentido de fim é muito importante para que você não perca tempo recolhendo os restos daquilo que poderia ter sido e não foi. Tenha sempre em mente: algumas coisas não têm solução. Acostume-se com o acaso, ele vai te pegar de vez em quando e você vai sentir o prazer que existe em não saber o que vai acontecer em seguida. Baseie sua vida em algo maior. E ame, ame muito.
Vai descobrir que ninguém vai te entregar a felicidade embrulhada para presente. A felicidade está dentro de você, por isso é quase impossível encontra-la. Vai descobrir a importância de estar sozinho. Afinal, se o amor unisse, de fato, certamente existiriam caixões de casal. Vai avaliar a importância do risco e da tentativa e, provavelmente, se perguntar porque teve tanto medo de pular de olhos fechados. Enfim, vai encontrar sentido em todas as passagens pessoais de sua vida, desde as ridículas até as mais encantadoras, e todas terão sua boa moral. Vai compreender cada não, cada barreira, cada perda e cada pessoa que te fez chorar. E cada volta, não mais parecerá um retorno mas, muitas vezes um atalho. E todo medo se dissolverá com a facilidade das mais fáceis das equações. E tudo isso seguido de um alívio tremendo e uma sensação de missão cumprida que só vem no final, e cuja maior satisfação seria resumida numa simples frase de consolo: Por que não percebi tudo antes? E a vida se descortina em uma descoberta elementar, tão cabal e encantadora, e tão livre de prefácios e regras quanto uma brincadeira de criança. Ao sentir que a qualidade que te faz ser humano não é, nem de longe, a capacidade de pensar. Mas o poder de colecionar todas as sensações, boas ou ruins, de uma vida e, dessa forma, continuar muito tempo depois de ter partido ao projetar nos outros este mesmo sentido e significado que você, e só você, soube encontrar. Só assim terá valido a pena.

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